OUTUBRO 2026

Placard · Tratamento de realização

CLIENTEPLACARD
AGÊNCIANOSSA
PRODUTORAGARAGE
TRATAMENTO DE REALIZAÇÃOGUILHERME BRANQUINHO
01 / 09

O JOGO MEXE CONNOSCO

Há uma coisa que só o Placard tem: para apostar, obriga-nos a sair do sofá, a viver e a conectar-nos uns com os outros através da emoção do desporto.

Não poder apostar online parece uma fraqueza, mas é precisamente aquilo que faz do Placard único. A ideia da campanha, que me cativou logo, é transformar esta suposta fraqueza numa força, com uma comunicação assente em humor visual.

Porque o desporto tem esta coisa rara de nos juntar a quem nunca vimos. Um golo e, de repente, estamos abraçados a um desconhecido. Nada de telemóveis, nada de internet. Em pessoa, com pessoas.

E se a marca é diferente, a comunicação também tem de ser. Tem de sobressair do resto, com uma identidade forte, reconhecível, épica.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
02 / 09

UMA NOITE ÉPICA CONTADA EM REVERSE

O filme é uma memória, contada ao contrário, do fim para o início. O protagonista chega a casa com o cabelo molhado, um olho negro, um cachecol na cabeça e uma camisola de basquetebol até aos joelhos. O colega de casa, colado ao telemóvel, produto de uma sociedade de ócio, nem levanta os olhos: “Então, como é que foi?”

E mergulhamos na lembrança de uma noite memorável.

O tom é divertido, cómico e até algo épico: um filme enérgico, emotivo e por vezes poético. Uma linguagem visual sempre dinâmica, com mudanças de velocidade, a ação contada em reverse e transições cuidadosamente trabalhadas, que nos levam de situação em situação de forma envolvente, à medida que contamos a história do fim para o início.

Tudo contribui para tratar cada momento cómico como se fosse épico, imperdível, quase inacreditável.

Queres ficar com uma história para contar à posteridade? Sai do sofá e vai viver. Vale a pena. É esta a mensagem.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: cred · coin-rush · 1095
03 / 09

ENTRE A MEMÓRIA E O SONHO

Memória e sonho andam sempre lado a lado, e aqui jogam ambos a nosso favor. É a lembrança de uma noite lendária e de um sonho cumprido: ganhar a aposta.

Contar uma história de trás para a frente é um desafio de storytelling. Um filme simplesmente em rewind torna-se cansativo de acompanhar. O guião já nos dá o gancho para prender a atenção logo de início: cada pormenor com que o protagonista chega a casa (o olho negro, o cachecol, a camisola) desperta em nós uma curiosidade irresistível.

A minha função é revelar o mistério visualmente, de uma forma criativa, envolvente e rica o suficiente para nos dar vontade de rever.

Uma coisa é certa: tem de ficar claro que não estamos a ver um sonho. Isto não é a imaginação do protagonista, é o que realmente aconteceu. Por isso, como vão ver na narrativa, proponho alguns elementos visuais e sonoros que, juntamente com o rewind, nos remetem para a ideia de recuar no tempo.

Outro desafio será planear toda a mise-en-scène a pensar que a vamos ver em reverse, sem que a história perca com isso. Não basta filmar como se fôssemos ver normalmente e depois inverter. É preciso um planeamento minucioso, que imagine como cada plano cola com o seguinte, para a narrativa avançar mesmo quando anda para trás.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
04 / 09

O TEMPO É ELÁSTICO

Proponho que as imagens em reverse vivam sempre em rampas de velocidade: cada plano vai de rápido a muito lento, e a rápido outra vez.

Isto cria um ritmo mais envolvente e põe em destaque o momento mais épico de cada situação. É no muito lento que mora a comédia: o punho na cara contraída, a bebida a voltar para dentro do copo.

As rampas também nos deixam controlar melhor a duração do filme e coser cada plano no seguinte sem se ver a costura. O filme torna-se uma espécie de manto maleável, que se estende e contrai no espaço e no tempo.

Porque é assim que a memória funciona. É seletiva: realçamos o que nos marcou e saltamos o resto.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Super-Bock · Never-Change
05 / 09

UMA ESTÉTICA ANTI-IA

Se a campanha devolve o jogo às pessoas, a imagem tem de ir pelo mesmo caminho: uma experiência humana, com sabor a analógico. O contrário do liso e perfeito a que a IA nos está a habituar. Texturas, cores e contrastes orgânicos.

Queremos uma imagem trabalhada, cinematográfica e com personalidade. Um filme bonito e impactante, que entretenha e passe a mensagem de forma eficaz. E que dê vontade de rever, para apanhar os pormenores que nos escaparam da primeira vez.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: TAB · Play
06 / 09

PESSOAS REAIS,
ADEPTOS DE GEMA

Quero estar naquele bar. Quero sentir que fico molhado quando saltam a festejar. Quero acreditar que, se entrasse num café qualquer em dia de jogo, iria encontrar aquelas pessoas.

Por isso, um casting de pessoas reais, sem artifícios nem rodeios. Se este é um filme para nos tirar do sofá e aproximar das pessoas, então que isso se reflita em quem lhe dá vida.

E o mesmo para tudo à volta delas: um café de bairro, uma sala que podia ser a nossa, roupa que podia sair do nosso armário. Pouca cor: o vermelho do Placard com protagonismo, a ditar o resto da paleta cromática, que se quer controlada para manter a coerência estética.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Affinity · Experts-in-You
07 / 09

CADA EXPRESSÃO CONTA

Mesmo num filme quase sem diálogo, o trabalho de atores é fundamental. É nas caras e nos corpos que esta história se conta. O êxtase, a aflição, o pedido de desculpa, a cumplicidade com um desconhecido.

É um trabalho muito técnico, de detalhe. Em slow motion, cada expressão fica exposta ao milímetro e tem de resultar mesmo quando a esticamos no tempo.

Por isso é um trabalho rigoroso. Ações marcadas ao pormenor, repetidas sempre da mesma forma, para que a câmara, as rampas de velocidade e a montagem possam colar de forma harmoniosa.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Betano · My-Moment
08 / 09

A MEMÓRIA VIRA SAUDADE

Num filme em que a história é contada praticamente sem diálogos, a música é fundamental. Tem de pontuar o filme emocionalmente, realçando tanto a epicidade como a comicidade de cada situação. Mas tem de acrescentar algo.

Estamos num bar de desporto, entre a euforia e a tensão. A força da ação, realçada pelas rampas de velocidade, já torna o filme visualmente vigoroso. Por isso acredito que a música tem de contrastar com as imagens. Vejo o filme quase como uma dança, uma valsa: algo leve, etéreo, da mesma matéria de que são feitos os sonhos.

E o que a música não preenche, preenche o som. O som da ação em slow motion, trabalhado e manipulado, dá ao filme o peso e a fisicalidade que uma música etérea e dreamy, de propósito, não tem. No fundo, o som é a carne e a música é a alma.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: lorenzo-fiale · e-GO
09 / 09

A ALMA DO FILME

Porque a música é sempre um assunto muito subjetivo, gosto de propor mais do que uma alternativa.

Acredito que uma composição clássica e reconhecível, como o ou o , funcionaria muito bem. São leves, airosas, místicas, e têm ritmo e um crescendo que nos permitem pontuar a montagem e chegar a um clímax. O facto de podermos usar as composições originais, aliado ao seu reconhecimento acresce à comicidade geral do filme.

Outra via seria compor uma música ao estilo de um standard de jazz como o , ou o ou ainda . Têm comicidade, pela doçura que despertam em contraste com a energia das imagens, e uma textura etérea e dreamy, com o ritmo e o crescendo de que a montagem precisa. É quase como se o protagonista se tivesse apaixonado e a memória já se tivesse tornado saudade.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Pringles · Pringlelina-A-Love-Story
FILME 30″

NARRATIVA

Descrevo o que vemos no ecrã. Tudo foi pensado para caber nos 30 segundos, sabendo que ler descrições às vezes engana. As rampas de velocidade estão lá também para isto: ajudam-nos a moldar o tempo, e o que no papel parece longo é mais curto no ecrã. Quase todo o filme está em reverse (tirando a primeira e a última cena), e vou lembrando isso ao longo do texto, em itálico.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
NOTA DO REALIZADOR

Enquanto realizador, não posso deixar de dizer que acredito que o filme seria mais impactante, e respiraria melhor, se estivéssemos abertos a deixar cair uma ou duas situações, ou a juntar uma com outra, contando a mesma história. Já cortei as escadas, para chegarmos mais depressa do apartamento à sala, precisamente com essa intenção.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Kathmandu · BioDown
Referência: Geoffroy · Hotel-Bed
NARRATIVA · 1 / 10

CASA. NOITE

Abrimos num plano aberto da sala, meio desarrumada, típica de dois homens que partilham casa. Na TV, fora de quadro, passa um programa com uma música que se vai tornar a do nosso filme. O colega está no sofá, de olhos no telemóvel, a rodar um finger fidget, com um ar absorto e entediado. A porta abre-se atrás dele e entra o protagonista. Sem reagir, o colega pergunta, num tom monocórdico:

COLEGA DE CASA Então, como é que foi?

Cortamos para um plano médio do protagonista: cabelo molhado, olho negro, cachecol enrolado na cabeça, camisola de basquetebol até aos joelhos, toda assinada. Estafado, mas feliz, em pleno pós-êxtase. Neste plano, há um leve zoom in na cara dele, pequeno, suave, mas suficiente para indicar que algo está prestes a acontecer. Incapaz de pôr a noite em palavras, ainda a recuperar o fôlego, olha para o fidget que o amigo gira entre os dedos de forma mecânica.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
NARRATIVA · 2 / 10

Cortamos para um plano do brinquedo a girar. A câmara, como que a hipnotizar-nos com o movimento giratório do brinquedo, aproxima-se, num movimento espelhado com o zoom in do plano anterior. À medida que o quadro fecha, o brinquedo começa a abrandar e o som fica mais abafado e distante: vsh… vsh… vsh… Até que o brinquedo pára e começa a girar no sentido inverso, cada vez mais rápido: vsh, vsh, vsh! O som do filme acompanha esta viagem no tempo com o efeito de fita a rebobinar, enquanto a música da TV sobe de volume e passa a ser a do filme. A partir daqui, o filme é todo em reverse, até indicação em contrário.

→  SE QUISEREM, PODEM PARA OUVIR A MÚSICA DE REFERÊNCIA ENQUANTO LEEM.

Num match cut, passamos do fidget nas mãos do colega para uma ventoinha de teto de um bar, a girar rápido, à mesma velocidade: vsh! vsh! vsh! Da ventoinha pendem uns cachecóis e adereços desportivos. A câmara, que olhava de baixo para cima, faz um tilt down e revela um bar cheio de adeptos, em absoluta euforia.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Coca-Cola · No-Better-Feeling
NARRATIVA · 3 / 10

No momento em que o protagonista aparece em primeiro plano, a imagem desacelera até ficar em slow motion. Está encharcado e mais feliz do que nunca, rodeado por um grupo de adeptos de ar pouco recomendável (tatuagens, músculos) que lhe desenrolam o cachecol da cabeça, fazendo-o girar sobre si próprio como se estivessem a dançar, sempre na galhofa. Na verdade, estão a enrolá-lo, mas vemos em reverse. Na mão, o protagonista tem um papelinho que não larga por nada.

A imagem acelera e, aproveitando um rodopio do protagonista, fazemos um whip pan (uma transição escondida entre dois movimentos de câmara laterais rápidos). O plano volta a desacelerar no momento em que o maior e mais intimidante do grupo dá um beijo na bochecha do protagonista. Este tem um sorriso rasgado, como quem se ri de uma parvoíce qualquer, e uma mão a tapar o olho.

Cortamos para as reações dos outros membros do grupo, em slow motion: olhares de preocupação na direção do protagonista a ser beijado, mesmo que ainda de braços no ar a celebrar.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: budweiser · holiday-buds · 20
Referência: depeche-mode · people-are-good · 7
NARRATIVA · 4 / 10

A imagem acelera um momento e o tempo recua um instante. Voltamos ao protagonista, agora de cara contraída de dor, no momento em que o grandalhão que o beijava na bochecha lhe desfere, sem querer, um murro no olho. Como o protagonista está molhado, vemos as gotículas que o impacto atirou para o ar a voltarem para a cara dele, muito lentamente.

À medida que o punho cerrado do adepto se afasta da cara do protagonista, cortamos para a reação dele: é o instante entre a celebração e a perceção da porcaria que acabou de fazer. A cara aberta em celebração contrasta com os olhos esbugalhados, já a olhar para o protagonista, à rasca.

A imagem volta a acelerar e o tempo a recuar: o punho sai da cara do protagonista, que passa de uma expressão de dor para uma de alívio, a beijar o papelinho de olhos fechados, enquanto à sua volta todos saltam a festejar. De olhos fechados, não tinha como ver o punho a chegar. Enquanto todos saltavam para celebrar o fim do jogo, ele fechou os olhos numa espécie de agradecimento divino.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: nike · spark-brilliance · 14
Referência: Fox-Sports · Everything-Can-Happen
Referência: Estrella-Galicia · Lowering-Arms-Prohibited
NARRATIVA · 5 / 10

Nesse mesmo plano, a câmara aproxima-se dele com alguma rapidez. Sentimos os adeptos à sua volta a sentarem-se, em antecipação do fim do jogo. Quando estamos fechados o suficiente para o isolar do resto do bar, ele abre os olhos na direção da TV, em tensão.

Cortamos para um plano da TV, fechado o suficiente para não percebermos quem joga, onde vemos o marcador e o tempo de jogo a andar para trás, cada vez mais depressa: 00:00, 00:01, 00:02, 00:03, 00:11, 05:15… O resultado passa de 2-1 para 1-1. O adversário empatou a meio do jogo.

O protagonista, de olhos na TV, tira a cara de entre as mãos. Na verdade, está a enterrá-la. Ao lado, com uma mão no seu ombro, a dona do bar consola-o.

A imagem acelera e, num movimento muito rápido, vemo-lo a despir a camisola de basquetebol e a devolvê-la à dona do bar. Ele está a vesti-la e é ela que lha dá.

Cortamos para um plano alto junto à parede, onde a dona do bar pendura a camisola ao lado de outras, com os adeptos ao fundo de olhos colados à TV. Ela está a tirá-la da parede. A imagem desacelera quando ela olha da camisola na parede para o protagonista, com uma expressão de mãe preocupada. E percebemos porquê:

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Columbine · Borderline
NARRATIVA · 6 / 10

Numa montagem rápida de planos curtos e em super slow motion, vemo-lo furioso a rasgar a camisa com que foi para o bar (em reverse, o que vemos é a camisa a reconstruir-se), enquanto os adeptos refilam com a TV. Veias, perdigotos, berros, caras encarnadas. Uma montagem de movimentos e expressões deformados pela raiva e pela frustração.

Dessas imagens distorcidas por um efeito de arrasto, cortamos para uma imagem distorcida no reflexo do metal curvo do secador de mãos: é o protagonista a sacudir freneticamente o cabelo molhado.

O plano recua e abre, revelando-o de cabeça debaixo do secador, na casa de banho. Apesar de encharcada, a camisa está composta. A imagem desacelera no momento em que ele olha, com uma expressão desajeitada de quem pede desculpa, para alguém fora de quadro.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
NARRATIVA · 7 / 10

Cortamos para um plano onde vemos, refletido no espelho, um ex-jogador de futebol a arranjar o cabelo e a reagir às gotas que saltam do cabelo do protagonista. A cara do protagonista passa de uma expressão de pedido de desculpa para voltar a secar o cabelo, alheio à presença dele. Ele estava a secar o cabelo e só depois reparou que estava a molhar o ex-jogador.

Ao voltar a sacudir o cabelo, as mãos aceleram e as gotas voltam disparadas para a cabeça. Quando uma delas passa rente à lente, a imagem desacelera muito e, por instantes, acompanhamos a gota em slow motion, até que…

Abrimos o plano para um top shot do bar, no momento em que os adeptos explodem em euforia. A gota mistura-se com toda a bebida que voa no ar e enche o espaço. Em super slow motion, vemos o líquido a voltar para dentro dos copos de onde saiu. Em primeiro plano, o protagonista, aos ombros dos novos amigos, com o papelinho no ar, a apontar para ele como quem diz “eu não disse?”. É o clímax do filme.

No mesmo plano, cá de cima, a ação acelera muito, quase em timelapse: os adeptos movem-se muito depressa, criando arrastos na imagem, à medida que a euforia se desfaz, até estarem todos sentados, tensos, de olhos na TV.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
NARRATIVA · 8 / 10

Cortamos para um travelling lateral pelas caras nervosas, caras tensas coladas ao ecrã, em expectativa. Uma gota de suor que sobe pela testa, um copo que se enche enquanto alguém bebe.

O movimento acaba quando enquadramos o amigo grandalhão (o do murro), sentado ao lado do protagonista. Tem na mão o papelinho da aposta. Com ar de aprovação, devolve-lho. Pediu para ver a aposta.

A imagem acelera: o protagonista levanta-se e toca-lhe no ombro, meio apreensivo. Tocou-lhe no ombro a pedir licença para se sentar.

Cortamos para o balcão, de onde a dona do bar observa, ao fundo, o nosso protagonista junto ao único lugar vazio do bar: a mesa dos grandalhões.

O filme acelera e o protagonista vem de costas, a toda a velocidade, até ao balcão. Devolve-lhe o papelinho. É ela que lho entrega, com a aposta validada. Com um sorriso simpático, ele estende o telemóvel para validar a aposta na máquina. A câmara aproxima-se não do telemóvel, mas do relógio de pulso, até este encher o plano. O ponteiro dos segundos, a andar para trás, acelera cada vez mais. Tic-tac-tic-tac.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: GEICO · Mime
NARRATIVA · 9 / 10

Match cut do relógio para o fidget a girar a alta velocidade, vsh! vsh! vsh!, a encher o quadro. A câmara faz um track out rápido e reencontramos o plano inicial da sala, agora com a luz quente do fim de tarde a entrar pela janela: o colega na mesma posição, de olhos no brinquedo, hipnotizado. A música vai-se afastando e volta para dentro da TV.

Quando a câmara pára, no plano aberto, o protagonista sai de um dos quartos, atrás do colega. Já não estamos em reverse. Vem composto, a acabar de apertar uma camisa clara, direitinha (a que vai ser rasgada).

PROTAGONISTA Vou lá abaixo apostar. Vens?

O colega levanta o telemóvel, sem grande interesse, como quem diz que aposta dali mesmo.

COLEGA DE CASA Hmm… não, não… fico aqui.

O protagonista encolhe os ombros e sai de casa.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Adidas · #DeliSeveriz-2
NARRATIVA · 10 / 10

PACKSHOT

Cortamos para o packshot: um split screen onde, de um lado, vemos mais imagens do protagonista na euforia do bar, rodeado pelos novos amigos. Do outro, o colega no sofá, na mesma posição, meio zombie, a olhar para o telemóvel.

VC Com o Placard, o jogo mexe mais contigo. Placard. Aposta na desportiva.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: Betfair · Hero-of-the-Moment
SOCIAL

CONTEÚDOS
DIGITAIS

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
CONTEÚDOS DIGITAIS

TRÊS FILMES, TRÊS LINGUAGENS

Se o filme principal quase não tem diálogo, os três filmes digitais vivem dele. Uma conversa de lavatório em que só um fala, uma reportagem que descamba em festejo, uma dona de café a explicar, numa simpatia mascarada de mau humor. Muitas personagens, muitas falas, e um humor que vem sobretudo do acting.

É um trabalho de atores de que gosto muito e onde me sinto em casa. A comédia aqui não vem de expressões nem de piadas sublinhadas: vem da naturalidade e de um bom comic timing. Será importante reconhecer estas qualidades no processo de casting.

Vou ensaiar antes do dia de rodagem, como é hábito meu. Não há melhor forma de quebrar o gelo e perceber logo que caminhos não seguir, sem esgotar a espontaneidade que se quer no dia.

Cada filme tem uma linguagem de câmara própria. É isso que dá riqueza visual à campanha: o mesmo mundo, visto de três maneiras.

01

A CASA DE BANHO

UM PLANO SÓ · SKETCH CLÁSSICO · REVEAL LENTO
Referência: H5YA8XCS
02

A REPORTAGEM

UM PLANO SÓ · CÂMARA À MÃO · ZOOM OUT RÁPIDO
Referência: HYYTS · SOS
03

O TUTORIAL

O REGRESSO DA REPÓRTER · SÓ A MÃO E O MICROFONE
TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: MansionBet · Best-Price
CONTEÚDOS DIGITAIS · 1 / 3

1. A CASA DE BANHO

Tudo num plano só, numa abordagem mais clássica de sketch. Começamos fechados no protagonista a lavar as mãos, a falar sem parar com alguém no lavatório ao lado, e a câmara vai recuando devagar ao longo de toda a conversa.

O reveal é lento: só no fim percebemos que quem o ouve é o ex-jogador.

A cena liga-se ao filme principal. É o que aconteceu entre os dois e que o filme não teve tempo de mostrar: a roupa, o cabelo e o estado dele são os mesmos, e até o gesto desastrado de molhar o ex-jogador quando seca as mãos.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
GUIÃO · 1 / 3

A CASA DE BANHO

Começamos num plano fechado do protagonista a lavar as mãos na casa de banho do bar. Está a falar com alguém no lavatório ao lado, mas não vemos quem é. Até porque está tão frenético que não deixa o outro meter uma palavra. A câmara começa a recuar, devagar.

PROTAGONISTA Mas… sei lá, o jogo com o Placard é diferente, percebes? Como tens de vir a um ponto de venda validar a aposta… acabas por ficar, por ver o jogo com mais gente… e o desporto tem de ser assim, não achas?

Não lhe dá tempo para responder.

PROTAGONISTA E eu sei. Podia perfeitamente ter ficado a ver em casa. Mas e esta sensação de ver o jogo num café cheio, a festejar agarrado a pessoas que nem sequer conhecemos?

Acaba de lavar as mãos e sacode-as com força, a molhar quem está ao lado, ainda fora de quadro. Pede desculpa sem uma palavra, só com um gesto e a cara, e segue para o secador. E retoma logo a conversa:

PROTAGONISTA Olha! (aponta para os dois, ali, naquele momento) As interações improváveis na casa de banho ao intervalo…

Começa a secar as mãos. A câmara continua a recuar e o espaço vai-se revelando, até sentirmos outra pessoa no quadro, ainda desfocada.

PROTAGONISTA São tudo coisas que não acontecem a quem fica em casa, porque prefere ver o jogo com mais… com mais… sei lá… com mais…

EX-JOGADOR (OFF) Tranquilidade.

A resposta chega em off. Só quando acaba a palavra é que o plano abre o suficiente para percebermos quem é: o ex-jogador que vimos no filme, num dos lavatórios, a dar um jeito no cabelo. O protagonista já está despachado e vai a sair.

PROTAGONISTA Exato! O desporto não é para ser vivido com tranquilidade. Tem de ter convívio. Tem de ter emoção.

Antes de sair, empolga-se com a conversa e despenteia o ex-jogador com as duas mãos.

PROTAGONISTA Tem de mexer connosco!

VC Com o Placard, o jogo mexe mais contigo. Placard. Aposta na desportiva.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: atmos-rewards · go-further · 17
Referência: Wallows · Scrawny
CONTEÚDOS DIGITAIS · 2 / 3

2. A REPORTAGEM

Aqui assumimos que é mesmo uma reportagem, e a linguagem visual vai ao encontro disso: um plano só, câmara à mão, lente zoom.

Ao contrário da casa de banho, o reveal é rápido: um zoom out acelerado, como só a televisão faz, para nos mostrar os amigos novos do protagonista. E quando a mesa explode no golo, o cameraman leva encontrões como numa reportagem a sério.

Entra uma personagem nova, a repórter. Tem de ser uma atriz com comic timing, capaz de manter a pose de televisão enquanto tudo à volta descamba.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
GUIÃO · 2 / 3

A REPORTAGEM

Estamos no café durante o jogo, numa daquelas reportagens em que a repórter vai às mesas falar com os adeptos. A repórter já está ao lado do protagonista, ainda de camisa impecável. Percebemos que há mais gente sentada à mesa, mas ainda não vemos quem.

REPÓRTER Boa noite, sem querer distraí-lo, como é que se está a sentir?

PROTAGONISTA (sem tirar os olhos da televisão) Boa noite. Um bocadinho nervoso.

REPÓRTER É normal! E vem aqui muitas vezes ver os jogos?

PROTAGONISTA Sim, prefiro. A emoção é maior, acabamos por ver o jogo com mais pessoas que também vibram como nós.

REPÓRTER (aponta para os outros à mesa) É o caso destes seus amigos?

PROTAGONISTA Exato. Por acaso, até só nos conhecemos hoje, quando eu estava ali a validar a minha aposta… mas lá está, se tivesse ficado em casa, nunca teria conhecido este grupo de pessoas tão parecidas comigo.

O cameraman faz um zoom out rápido para enquadrar as pessoas de quem ele fala: está sentado com quatro adeptos de ar muito intimidador, grandes, musculados, cheios de tatuagens. São os mesmos do filme.

PROTAGONISTA (interrompe) Não filme o Sérgio, que ele é um bocadinho mais tímido.

Um deles está claramente incomodado por aparecer e lança um olhar ameaçador à câmara. O cameraman volta logo a fazer zoom in no protagonista.

REPÓRTER Claro, desculpe. Mas então acha que vir aqui ver os jogos acaba por promover o convívio e estas amizades imprová…

A meio da pergunta, alguma coisa começa a acontecer no jogo e a mesa deixa de lhe ligar: “Olha, olha, olha…”. A bola entra e saltam todos em euforia. Levantam o protagonista, abraçam a repórter, dão-lhe beijos na testa e perdem de vez o ar intimidador. O cameraman também leva encontrões: a câmara mexe-se como numa reportagem real, mas segura o quadro o suficiente para se perceber tudo.

A meio dos festejos, o protagonista, ainda agarrado pelos outros, tenta roubar o microfone.

PROTAGONISTA Deixe-me só mandar uma mensagem lá para casa… deixe-me só…

Agarra o microfone com uma mão e a lente com a outra, para ter a certeza de que a câmara está apontada para ele, e fala diretamente para nós.

PROTAGONISTA Oh Zé! Oh Zé! Devias ter vindo, pá!

No guião estava “cara”, que soa a português do Brasil. Proponho “pá”, mais natural na boca de um adepto português.

VC Com o Placard, o jogo mexe mais contigo. Placard. Aposta na desportiva.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
Referência: keepers-heart · fk-you-brian · 1316
CONTEÚDOS DIGITAIS · 3 / 3

3. O TUTORIAL

Fazemos a ligação com o filme anterior e mantemos o mesmo estilo: o café tornou-se uma sensação, e a repórter voltou para perceber a receita daquilo tudo. Desta vez não a vemos. Só a mão e o microfone, a entrar no quadro.

É isso que dá verosimilhança ao tutorial e à vontade da dona para o fazer: não é um anúncio, é a televisão a bater-lhe à porta.

A dona tem pouca paciência, de forma cómica, com aquela simpatia tão portuguesa de quem nos quer despachar. Masca pastilha e tem sempre ar de quem tem mais que fazer. Mas nunca é arrogante: a graça está em ver alguém explicar uma coisa tão boa sem tempo nenhum para ela.

TRATAMENTO · GUILHERME BRANQUINHO
GARAGENOSSAPLACARD
GUIÃO · 3 / 3

O TUTORIAL

Estamos no mesmo café, uns tempos depois. Desde a reportagem, o café tornou-se uma sensação, e a repórter voltou para perceber a receita daquilo tudo. Desta vez não a vemos: só a mão e o microfone, a entrar no quadro.

A dona está ao balcão, de pastilha na boca, a despachar um boletim a um rapaz sem tirar os olhos da máquina. O microfone entra-lhe pelo quadro adentro.

REPÓRTER (OFF) Boa noite! Voltámos cá porque já toda a gente fala deste café. Qual é a receita?

Ela olha para o microfone, depois para a câmara, e masca a pastilha mais devagar.

DONA A receita… Pronto, eu mostro o passo a passo, mas é rápido, que eu tenho mais que fazer.

Ao balcão está outro jovem, de telemóvel na mão, à espera da vez. Ela usa-o como cobaia, sem lhe pedir licença.

DONA Primeiro, validam a aposta aqui no balcão e recebem o boletim. (tira-lhe o telemóvel da mão, valida a aposta e devolve-lho com o boletim)

Ainda ele está a guardar o boletim e já ela o leva pelo braço pela sala fora, com a câmara atrás, a tentar acompanhar.

DONA Mas depois não vão para casa. Ficam cá a ver o jogo.

Senta-o numa mesa onde já está um grupo.

DONA Procuram um lugar. E sentam-se.

O rapaz fica incomodado por estar à mesa com desconhecidos.

JOVEM Desculpe, mas eu não estou com eles.

DONA Agora estás.

Vira-se para a câmara e encolhe os ombros, como quem explica uma coisa óbvia.

DONA É ótimo para conhecer pessoas.

DONA Quando derem por vocês, já estão agarrados a elas… (olha para trás, vê que ainda não estão e repete mais alto, para a mesa) AGARRADOS A ELAS…

O rapaz abraça um dos membros do grupo, sem esconder o constrangimento. Ela acena, satisfeita.

DONA …e o jogo assim tem muito mais emoção.

O microfone ainda tenta entrar com outra pergunta, mas ela afasta-o com a mão.

DONA E por falar em emoção, quando for golo, vão saltar… (o grupo salta, a mando dela) …gritar… (o grupo grita) Até podem beijar a testa do novo amigo.

Um dos membros do grupo hesita, olha para ela e, com a autorização dela, dá um beijo na testa do rapaz.

A dona já vai de volta para o balcão e despacha-nos por cima do ombro, sem parar de mascar:

DONA Como veem, quando apostam no Placard, é assim… mais mexido. Se quiserem mais receitas, venham cá, que eu explico-vos. Xau.

VC Com o Placard, o jogo mexe mais contigo. Placard. Aposta na desportiva.

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GARAGENOSSAPLACARD
Referência: LU4BYPG9
Referência: 1Z0Y21J9
Referência: HHMORJCI
Referência: D685XR3W
CAPÍTULOS

FOTOGRAFIA

Os slow motions pedem câmara de alta velocidade, sobretudo nos líquidos e nos impactos. Enquadramos sempre a pensar em 16x9, 9x16 e 4x5, para que tudo funcione na TV e nas redes.

FOTOGRAFIA
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Referência: Coca-Cola · No-Better-Feeling
CAPÍTULOS

MONTAGEM

Só o presente, em casa, corre à velocidade normal. Tudo o resto vive nas rampas de velocidade.

A montagem tem de prever a redução de 20 segundos desde o início: o fio da história tem de sobreviver sem alguns momentos.

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Referência: BMW · Unplug-and-Play
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CASTING

CASTING
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Referência: OOEORBGT
Referência: LEGO · For-The-Love-of-Play
Referência: NFL · Make-Your-Play
Referência: OLG · Welcome-to-the-Track
PERSONAGENS · 1 / 6

O PROTAGONISTA

Um jovem adulto franzino, magrinho, com um olhar de quem tem grandes sonhos. Veste-se de forma simples, sem chamar a atenção, em contraste com a viagem que vai fazer. Cabelo minimamente arranjado e uma timidez no olhar que choca com a epicidade da noite.

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Referência: Unequal-Payday · Adapt-Your-Skills
Referência: B.Laban · Sorry-For-Being-Awesome
Referência: CTM · Turtle
Referência: Dyson · Impossibly-Cool
PERSONAGENS · 2 / 6

O COLEGA

Um homem mais largo, digamos assim, cujo peso se sente quando não arreda pé do sofá. Cabelo desarranjado: não precisa de se preocupar minimamente com a aparência. É a noite de quem não sai de casa.

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Referência: Brahma · World-Cup
Referência: Borgeous · Over-The-Edge
Referência: Jelly-Roll · Fall-In-The-Fall
Referência: Nessi-Gomes · Morning-Mirrors
Referência: FOREO · Be-YOUnique
Referência: 4 - Aquaman
Referência: Wallows · Scrawny
Referência: Adidas · #DeliSeveriz
PERSONAGENS · 3 / 6

OS ADEPTOS

Um grupo meio intimidador que, afinal, é do mais caloroso que há. São o símbolo do tema da campanha: quando sais do sofá, não sabes que ligações te esperam.

O resto da figuração também terá o seu destaque. Adeptos de variadas idades, etnias e géneros. Todos juntos na mesma emoção.

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Referência: coppola-winery · the-red-stain · 41
Referência: Netflix · Don't-Look-Up-2
Referência: Estrella-Galicia · Lowering-Arms-Prohibited
Referência: daniel-soares · what-remains · 21
PERSONAGENS · 4 / 6

A DONA DO CAFÉ

Aquela antipatia tão portuguesa que, ao primeiro contacto, nunca percebemos se é só falta de paciência. De pastilha na boca e sempre com mais que fazer, mas, no fundo, com um coração enorme.

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PERSONAGENS · 5 / 6

O EX-JOGADOR

A cereja no topo do bolo. Uma cara conhecida, com autoironia q.b., que está ali para provar uma coisa: imagina o que te pode acontecer se saíres de casa para ir apostar!

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Referência: quick-books · tooth-fairy · 1215
Referência: 2-k-sports · us · 4
PERSONAGENS · 6 / 6

A REPÓRTER

Aparece para documentar um fenómeno tão inédito nos dias de hoje: pessoas, estranhos, a conviver à volta da mesma mesa. Leva aquilo muito a sério, e é daí que vem a graça. Proponho que seja uma mulher, para equilibrar o cast.

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Referência: ESPN · Unanimous-Decision
Referência: Nike · Dare-to-Become
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GUARDA-ROUPA E CARACTERIZAÇÃO

O protagonista saiu de casa para fazer uma aposta num bar, não para ver um jogo. É isso que acaba por acontecer (ele vive um jogo), e a mudança no guarda-roupa conta essa história. A roupa com que sai de casa é neutra, simples. Camisa e calças que não chamam a atenção, para contrastar mais com o que vai acontecer.

O resto dos adeptos está maioritariamente em tons neutros e terra, para que o vermelho do Placard, que estará pontuado em diferentes elementos das roupas ou dos adereços, como os cachecóis, sobressaia. A ideia é que quem vai àquele bar são os adeptos de um clube em específico, um clube inventado que joga de vermelho.

Nada de logótipos nem de referências, tanto a marcas como a clubes reais.

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Referência: Sodic · This-is-Home-3
Referência: New-Balance · Dynamo-Kyiv-&-New-Balance
CAPÍTULOS

DIREÇÃO DE ARTE

O bar é um café desportivo de bairro, de tamanho médio e genuinamente português. Criamos um clube local fictício, que joga de vermelho e que se vai refletir na decoração.

Queremos criar um ambiente de euforia, mas verosímil. Eu quero acreditar que poderia entrar naquele bar e viver uma noite assim.

Para a casa, queremos uma decoração realista, mas não desarrumada. Quero acreditar que vivem ali dois amigos, de forma confortável e um tanto despreocupada.

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Referência: Mercado-Livre · Presente-Perfeito
Referência: Unequal-Payday · Adapt-Your-Skills
Referência: Samsung · Galaxy-S24-Ultra
Referência: Intercars · Online-Tyre-Transport
DIREÇÃO DE ARTE
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Referência: Kiwi · Pride-Keepers
Referência: 9AWAXIIS
Referência: Business as Usual at Zé dos Cornos in Mouraria - Culinary Backstreets
Referência: Alfa-Beer · The-Subtle-Things · 20240805 · 14
Referência: Screenshot 2026-10-26 at 23.14.27
Referência: Parions · Sport · x · Lou · Escobar-4
Referência: Adidas · This-Is-Home
Referência: Screenshot 2025-02-27 at 21.58.16
Referência: Pinterest 3
Referência: PORTUGALIDADE 51
Referência: Tim · Football
Referência: Southampton-FC · Our-Place
DIREÇÃO DE ARTE
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Referência: Stella-Artois · Celebration-ft.-David-Beckham-2
FIM. OU INÍCIO.

OBRIGADO

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